Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
Cinco Coisas que Vocês Não Sabem sobre Mim
Adoro fazer Palavras Cruzadas (só aquelas do Coquetel)
Ando arrastando os pés
Detesto tirar fotos de pessoas (mas adoro fotografar paisagens)
Não gostava muito de brincar quando era criança
Não sei assoviar
-Monix-
3:55 PM
É como diz a suprema Renata: me acordem de madrugada e verão a pior face do meu ser.
Monix, rosnando
9:50 AM
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
Despertar
Meu novo brinquedinho é um Socializador de Ipod – uma caixa de som portátil. Além de poder dividir com ozotros meus mp3, ele funciona como despertador: eu posso programá-lo para me acordar com música – uma ou várias. Vai daí que agora estou empenhada em construir uma lista de músicas com o tema e título “Canções de Acordar”, que já tem coisas como “Bom dia”, da Zizi Possi, “Here comes the sun”, dos Beatles e “Acorda, Maria Bonita”, com Luiz Gonzaga.
E você, o que sugere para trilha sonora do meu despertar?
Helê
5:39 PM
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
O que você faria?
Abria a porta do hospício?
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?
(Paulinho Moska)
It's the end of the world as we know it
And I feel fine
(REM)
Desde que a humanidade se entende por gente, de tempos em tempos surgem profecias sobre o fim do mundo. As pessoas de antigamente acreditavam que catástrofes provocadas pela ira divina acabariam com a aventura humana na terra.
Hoje em dia, nesses tempos em que a Ciência é o novo Deus, o fim dos tempos só é verossímil se for explicado cientificamente, é claro. Daí que a Dani K achou uma história sobre um asteróide que vai passar perigosamente perto da Terra (embora a probabilidade de impacto seja de zero por cento) e já viajou na idéia de fim do mundo. Eu, que sempre quis pensar no que faria se só me restasse esse dia, me vi imaginando que, se o mundo fosse acabar no dia 29, eu teria até a próxima terça-feira para acertar minhas contas com a contabilidade cósmica nessa minha passagem pela Terra.
***
Se o mundo fosse acabar na terça-feira, eu não teria vindo trabalhar hoje. Teria ido passar o dia num lugar bonito com meu filho. Contaria para ele tudo o que aprendi nessa vida, e tudo o que gostaria de ter aprendido e não consegui, na esperança de que numa próxima vida, quem sabe?, em outro lugar, ele pudesse remotamente lembrar de uma voz que lhe contou tudo isso, um dia, em outra dimensão.
Passaria os próximos quatro dias vivendo cada pequeno prazer intensamente. Comeria chocolates, ouviria músicas, dançaria pelo meio da rua, namoraria muito, diria no ouvido d'Ele as coisas que ficam por dizer e acabam nunca sendo ditas.
Será que todo mundo saberia que o mundo estava dando seu último suspiro? Haveria medo, caos e pânico pelas ruas? Eu acho que não me desesperaria, apenas aproveitaria para ser feliz sem a angústia do amanhã.
Pensando bem, é uma boa receita para viver tranqüila, mesmo que o mundo não acabe na terça-feira.
-Monix-
9:58 AM
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Segundo o Paulo Henrique Amorim informa em seu site, já há mais casos de reação adversa à vacina do que casos registrados de febre amarela. O que confirma que o pânico da coisa é sempre pior que a própria coisa.
-Monix-
6:05 PM
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
Duas notas cinematográficas
A Culpa é do Fidel é um belíssimo filme, que, ao contrário do que diz a crítica, eu não classificaria como político e sim como uma história sobre relações afetivas - melhor dizendo, sobre um resgate afetivo, da filha em relação aos pais. A política entra como pano de fundo, que poderia ser qualquer outra coisa. Mas, em sendo um filme com esse pano de fundo político, as observações são ótimas, muito divertidas, especialmente para quem vivenciou, em algum nível, aquele início dos anos 70. O Mickey é considerado imperialista, o catecismo é um ponto de divisão na família, assim como a questão do aborto, e por aí vai. O ponto forte do filme é a forma como a diretora Julie Gavras, totalmente filha de peixe, consegue estabelecer a história inteiramente do ponto de vista da criança, sem comprometer o entendimento da trama, mas mostrando apenas as partes dos acontecimentos que a menina poderia ter apreendido.
***
Eu Sou a Lenda também é muito bom, mas já tem outro clima, é bem superprodução mesmo, com muitos efeitos especiais, todos bem feitíssimos, e aquelas tradicionais tomadas de Nova York destruída/abandonada, que todo filme futurista (?) tem que ter. Seu maior mérito é que, apesar de ser uma produção totalmente mainstream, não cai nos clichês fáceis e nos recursos hollywoodianos tradicionais, tipo música incidental nos momentos de suspense - que não tem. Quase tudo é verossímil, inclusive a forma como o personagem do Will Smith sobrevive, sua decadência física e mental e tudo o mais. O único senão foi a aparição da Alice Braga toda bonitinha e perfumada - mas dá pra fazer vista grossa e deixar passar. O sentido da "lenda" que dá título à história é bem diferente do conto no qual o filme se baseou - eu não li, mas Ele leu e me contou - e, é claro, como sói acontecer, a solução do livro é muito mais interessante. Mas mesmo com as concessões ao público do cinema comercial, o filme está redondinho e vale a pena entrar na sua lista de opções da próxima vez que for ao cinema.
-Monix-
11:32 PM
Fui
Sóciamada, assume as carrapetas que eu vou ali um instante e volto já, tá bom?
Pra começar o dia, a semana bem, leiam este post da recém-mothern Anna V.
Helê
8:06 AM
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
Divertido e terno
Trecho do papo entre meu sobrinho e eu, sexta-feira à noite, pelo mesenê (com poucas adaptações):
Danilo diz (20:40):
Se for muito caro nem poderei ir....o carnaval já me esfaqueou... :-/
Helena diz (20:41):
pra onde vc vai?
Danilo diz (20:43):
Ouro preto...:-)
Helena diz (20:44):
U -A-U! Nó, eu já passei um carnaval lá, em mil novecentos e guaraná com rosca e foi duca, sensacional!
Danilo diz (20:45):
É, como dizem os franceses: "le chapê vá esquentê!"
***
Helena diz (22:52):
posso transformar um pedacinho da nossa conversa em post?
Danilo diz (22:52):
Lógico!! Mas o que é hein, hein?...tô curioso!
Helena diz (22:53):
nada não, só um pedacinho dos mais engraçados - pelo menos eu me diverti. A rigor eu é isso o que eu faço no blogue: tento divertir as pessoas com o que me divertiu, emocioná-las com o que me emocionou, e por aí vai. Meio pretensioso, mas é de coração.
Danilo diz (22:54):
UHAUHAU...fica a vontade...foi pra você mesmo que eu dei essas palavras.
Helê
11:50 PM
Que hora do dia você é?
Ah, os testes irresistíveis. Esse eu achei perfeito, li lá na Madame.
Helê
11:44 PM
A Meg criou um pequeno manual para os adeptos da Campanha 'Namore uma Mãe Solteira' que está simplesmente impecável. Não percam.
Relembre as diretrizes da campanha.
-Monix-
6:04 PM
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
Rapidinhas de verão
Gente, faz um dia de sol tão lindo e luminoso no Rio de Janeiro que eu acho que todo mundo que foi trabalhar merecia um bônus. Por ter suportado a tentação de fazer qualquer outra coisa mais interessante num Dia de Verão assim, com maiúsculas.
*
Pela primeira vez em dez anos não tiro férias em janeiro. No entanto, não há como, nesta cidade, não sentir o clima de férias, não só pela já citada dupla Sol & Calor , mas também pelas pessoas que vem visitar, os mil programas que pintam, reencontros, o esquentar dos tamborins, as férias alheias respingando na sua vida. Uma delícia, viu?
*
Esta é a pior época do ano pro meu marido que, como se sabe, também atende pelo nome de Pacheco. Nada a ver com a estação: nenhum jogo de futebol inédito, só notícias desencontradas sobre contratações e mesas redondas mais redundantes que o normal. Chega dar dó do pobre, coitado. Ainda bem que o campeonato carioca começa no domingo
*
Falando em esporte e nada a ver com o resto: quando eu achava que não poderia haver nada mais insosso que o Rubinho Pé de Chinelo, aparece o Felipe Massa. Quanto carisma. Meu Deus.
*
Ah, por favor, comentários simples, sem muitas proparoxítonas nem superlativos: é que desde sexta-feira eu tô lôra. Crilôra.
Helê, que agora também atende por Kátia Flávia
12:15 PM
Terça-feira, Janeiro 15, 2008
"Sempre acreditei que a biblioteca de cada um de nós contém uma Estante Excêntrica. Nela repousa uma pequena e misteriosa coleção de volumes, cujos assuntos não têm a menor relação com o restante da biblioteca, embora, numa investigação mais detalhada, revelem um bocado sobre seu dono. A Extante Excêntrica de Geroge Orwell continha uma coleção encadernada de revistas para senhoras da década de 1860, que ele gostava de ler na banheira. Philp Larin possuía uma Estante Excêntrica especialmente vasta, abarrotada de pornogafia." Anne Fadiman.
E você leitora, você leitor, o que há na sua Estante Excêntrica?
Helê
12:05 AM
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
O último herói
Morreu na sexta-feira, diz 11 de janeiro, Edmund Hillary, o neozelandês que juntamente como o sherpa Tenzing Norgay escalou o Monte Everest pela primeira vez, em maio de 1953. Aqui no Brasil a notícia mereceu pouco destaque, compreende-se – afinal, o universo do montanhismo está muito distante destas latitudes ensolaradas. Para mim, entretanto, não pode passar despercebido, porque o assunto pertence à minha estante extravagante excêntrica*: as grandes conquistas figuram no rol dos assuntos que me interessam ainda que à primeira vista possam destoar da minha personalidade ou estilo de vida.
Cheguei até o Everest através do livro “No ar rarefeito”, de Jon Krakauer, um relato muito bem escrito de uma tragédia acontecida na montanha em 1996. A partir daí, como um novelo, fui lendo sobre a primeira conquista, sobre o mistério em torno de Mallory e Irvine, e daí passei a outras conquistas e outros personagens: o pólo norte e sul, Amundsen, Scott e Shackleton. E desenvolvi algum fascínio por essas histórias reais de homens que realizaram grandes feitos, coisas de uma dimensão que não se consegue sequer imaginar hoje. Homens que eram recebidos como heróis em seus países, para os quais as ruas se enchiam para saudar; pessoas que se tornaram realmente célebres - e não celebridades.
Um tipo de gente cada vez mais raro e praticamente extinto, depois da perda de Hillary, que foi condecorado pela rainha inglesa, idolatrado em seu país e também querido pelo povo sherpa em todo Himalaia, porque soube respeitar a montanha e os seus. Um homem que, ao contrário do que escreveram alguns, não derrotou a montanha, mas as suas próprias dificuldades, medos e limitações. Um homem simples e portentoso ao mesmo tempo, que justificou de maneira singela o porquê da aventura de escalar a mais alta montanha do mundo: “Porque estava lá”.
Helê
* O termo e o conceito "estante extravagenteexcêntrica" eu aprendi com Anne Fadiman, no saboroso livro Ex-libris - uma declaração de amor aos livros. E pensnado bem... isso vale outro post.
3:11 PM
Duelo de Titãs
Selton Mello versus Wagner Moura. Empate técnico.
-Monix-
11:14 AM
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
Homens são de Vênus também
Vejam vocês se não são, a partir do que apurei da conversa entre dois rapazes, na sauna da academia:
- Homens são muito preocupados com a aparência em geral e com o peso em particular (esse foi o assunto principal do papo, falaram mais disso que de futebol. Juro.).
- São capazes de deixar de ir à praia porque estão fora de forma, especialmente se os amigos que convidaram estiverem “bem na fita”.
- Homens emagrecem quando se aborrecerem – um deles disse ter perdido 5 kg em uma semana, quando se separou.
- Homens trocam informações sobre como emagrecer, só que ao invés de receitas e cremes perguntam sobre vitaminas e bombas.
Helê, a que quase derreteu só pra ouvir a conversa alheia :-) .
4:52 PM
Sexta-feira, dia de homem bonito no blogue
Sob protestos da sócia - que acha ele feio e orelhudo - e do Chris - que já reclamou da falta de negão por aqui - um muito de futilidade e coxas, pra passar um bom finde.
Craig. Daniel Craig.
Helê
4:44 PM
Eu prefiro um lugar onde não existam racistas. Se o racismo sempre vai existir, eu não sei. O que sabemos é que ele existe. E enquanto existir, eu prefiro um lugar onde os racistas tenham vergonha de se assumir enquanto tais.
Bem colocado, Idelber. Eu também prefiro. Mas, como o mundo não é preto-e-branco, muito pelo contrário, somos todos em tons de cinza, me parece que essa vergonha do racismo é, ao mesmo tempo, o que nos salva do apartheid e o que nos torna ainda mais reprováveis. Em meus 37 anos de vida, tendo trabalhado e convivido com centenas de pessoas diferentes, conheci apenas UMA que se assumia como racista (embora tentasse justificar pelo fato de ser nordestina (?) e ter sido "criada dessa forma"). No entanto, até em minha família cansei de ver situações em que negros ou mestiços foram tratados com condescendência ou de maneira humilhante. Quem bate, esquece, já diz o ditado. Para evitar apanhar - e hoje em dia, nós, da classe média iluminada, temos o orgulho discutível de poder afirmar que esse "apanhar" é em geral metafórico -, tantos e tantos mestiços (diria que quase todos os que eu conheço) se comportam como e se intitulam brancos. Por essas e outras, continuo seguindo o argumento da minha sócia Helê, que diz: quem é preto, no Brasil, sabe.
Sem querer ser intelectualmente leviana, e baseada apenas na minha parca experiência de turista, em Cuba vi uma realidade bem diferente da brasileira - e me parece que historicamente temos características semelhantes tanto na estrutura do escravagismo quanto na proporção entre as populações negra/branca/mestiça. Lá tive a sensação de que a cultura negra é bem mais valorizada e há, aparentemente, uma mobilidade social - na medida em que se possa usar esse termo num país socialista - menos ditada pelo tom da pele. Corrijam-se se estiver errada: como disse, esta é apenas uma impressão de turista. De qualquer forma, cito essa impressão apenas para questionar as alegadas razões históricas para a especificidade brasileira. Claro que as relações de causa e conseqüência não são tão diretas assim, mas de qualquer forma essa distinção me fez pensar, agora, sobre qual o papel desempenhado pela estrutura de classes brasileira no processo de discriminação racial.
Para mim, este é o "xis" da questão quando se debatem cotas raciais. Há o predomínio de uma linha argumentativa, pelo menos no meu "círculo social" (pô, me senti uma socialite escrevendo isso, hahahaha), que defende as cotas sociais em detrimento das raciais. Eu não vejo o porquê de uma eliminar a outra, acho que ambas podem ter sua razão de existir. Mas o fato é que no Brasil o racismo e a gritante desigualdade social (leia-se econômica) se interrelacionam de forma muito particular, e por isso é difícil transpor o modelo americano sem adaptá-lo à nossa realidade.
Em relação ao pouco que conheço sobre o problema racial nos Estados Unidos, uma das coisas que mais me impressinou foi justamente o sistema de 'one drop rule'. Extrapolando um pouco, fico aqui viajando que a 'democracia'/hipocrisia racial brasileira se baseia no conceito oposto: para nós, uma gota de sangue branco deveria ser o passaporte para uma suposta "purificação" - o que, na prática, só complica as classificações. Um dos argumentos mais simplificadores dos que são contrários às cotas é o de que é impossível determinar quem é negro no Brasil, e que "qualquer um" pode pedir acesso à Universidade alegando ser negro. (Bem, eu não posso... nem você, né, Idelber? Pois é.) Deixando de lado o fato de que esse argumento totally miss the point, ele só reforça, a partir de uma questão meramente operacional, a dificuldade de se discutir racismo num país predominantemente mestiço como o Brasil.
Enfim, continuo achando, basicamente, o seguinte: 1) o grande mérito da implementação do sistema de cotas no Brasil - que, por definição, tem que ser temporário, e essa, na minha opinião, é a maior falha do sistema atual - é fazer com que os intelectuais, a academia, os políticos e a classe média finalmente tenham se decidido a discutir o problema do racismo, que, historicamente, vinha sendo empurrado para debaixo do tapete; e 2) só a auto-declaração salva: eu não sei quem é negro, mas tenho certeza de que quem é negro, sabe.
-Monix-
Texto publicado originalmente como comentário a esse post do Idelber.
11:54 AM
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil? E o contrário, também? Será que se o Tio Sam rejeitar as urnas eletrônicas nós finalmente passaremos a questionar o atual sistema de votação? A conferir.
-Monix-
Já escrevi sobre tema, aqui.
3:37 PM
O melhor post sobre resoluções de ano novo de todos os tempos da última semana:
Esse negócio de fazer resoluções de Ano-Novo é procurar sarna para se coçar e frustração para se analisar.
Resolvi fazer não-resoluções:
- Não vou fazer exercícios regularmente. Uma caminhada de leve nos fins de semana e olhe lá.
- Anna Karenina vai ter que esperar, tenho outras prioridades de leitura.
- Não vou me obrigar a ler mais ou ir mais ao cinema. O ritmo atual de um livro e um filme por semana me satisfaz.
- Não vou mais fazer chapinha, nem escova progressiva, nem nada. A cabeleira que fique como quiser.
- Não vou fazer plástica na barriga. As estrias e flacidez que a maternidade me trouxe são como as cicatrizes de guerra dos heróis: lembranças das quais me orgulho.
- Não vou trabalhar mais do que já trabalho. Nem menos.
- Não vou tentar melhorar meu relacionamento com quem quer que seja. Eu me dou bem com quem eu gosto e não me dou bem com quem não gosto e é assim que deve ser.
Mandou bem, a Meg.
-Monix-
2:38 PM
Um ano novo mesmo
Esperando a volta de leitoras e leitores na primeira segunda-feira do ano...
... e desejando que 2008 traga em dobro tudo DE BOM que 2007 extraviou.
(o negrito é pra não haver dúvida ou malentendidos com os deuses, certo?)
Helê
10:07 AM
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
Observação de rodapé num post do Alex Castro sobre outro assunto completamente diferente: "só amadores pensam que o Rio é uma cidade de praia. Os nativos sabem que o Rio é uma cidade de montanhas. E que saudades das minhas montanhas!"
Pura verdade.
-Monix-
6:14 PM
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
As melhores frases finais de filmes de todos os tempos
Casablanca: "Acho que este é o começo de uma bela amizade."
Quanto Mais Quente Melhor: "Ninguém é perfeito."
Antes do Pôr do Sol: "Eu sei."
A Vida dos Outros: "É para mim."
-Monix-
6:00 PM
Esse papo de que pizza é como sexo, mesmo quando é ruim é bom... sei lá, não me convence. Pizza ruim é pésimo. E sexo ruim, então? Nem se fala.
-Monix-
5:11 PM
Terça-feira, Janeiro 01, 2008
Meus Melhores de 2007
Janeiro
Mais Estranho que a Ficção - O filme tem uma das cenas mais românticas, no sentido moderno, dos últimos tempos: o auditor fiscal oferece um buquê de farinhas (flours/flowers) para a dona do bistrô... e conquista o coração da moça. Emocionante, como, de resto, o filme inteiro é.
Fevereiro
Pro Dia Nascer Feliz - Em um ano pródigo em bons documentários brasileiros, este foi o primeiro que assisti. Cena inesquecível: a adolescente do colégio granfino comenta o choque cultural em relação aos estudantes do ensino público: "é como se fossem dois mundos diferentes". Ao que a amiga, com uma lucidez impressionante para seus 16 anos, replica: "Na verdade, é o mesmo mundo, e esse é o problema". (Comentário sussurrado no meu ouvido: "essa menina é perigosa". E é mesmo...)
Março
Palavra Cantada - O grupo formado por Sandra Peres e Paulo Tatit é tão bom, mas tão bom, que já assisti um show deles sem levar a criança. Dessa vez meu filho foi comigo, e também deu o devido valor ao espetáculo.
O Cheiro do Ralo - Selton Mello é nosso Jack Nicholson: aquele que interpreta sempre o personagem excêntrico, mas consegue criar cada um deles com sua excentridade específica. Dessa vez, ele brilha num filme que brilharia por si só.
Abril
Fábulas - Imagine uma cidade encantada dentro de uma cidade moderna, governada por Branca de Neve, vigiada pelo Lobo, onde o Príncipe não passa de um cafajeste e o sapo, embora tenha assumido forma humana, não consegue resistir a engolir uma mosca ocasionalmente. Esta é a trama dessa série de quadrinhos, premiadíssima não por acaso.
Roma - Titus Pullo rules.
Maio
Biografitti - A rainha do rock brasileiro pode ter encaretado na fase bossa'n roll, mas não se pode negar: Rita Lee tem história. Ou melhor, Rita Lee é história.
Mothern - 2ª temporada - O programa de TV captou com muita sensibilidade o verdadeiro espírito mothern - que, como bem definiu uma amiga, já foi algo muito além de papinhas e fraldas. Que venham outras temporadas.
Junho
Lençóis (BA) - Embora não tenha participado das festanças do São João, porque viajar com criança também é sinônimo de dormir cedo (entre outras coisas), realizei um sonho antigo só pelo fato de estar lá: consegui captar um pouco do que representam as festas juninas para o nordeste do Brasil. A gente aqui no Sul-Maravilha nem faz idéia.
Julho
Ratatouille - Ratos na cozinha? A mistura é explosiva - confesso que senti um nojinho em algumas cenas - mas Remy e Linguini são amigos de verdade, daqueles que fazem um filme valer a pena. Além disso, a animação é linda, nada comparável ao que tenho visto ultimamente: muito investimento em 3D e nenhuma capacidade de manter a expressividade dos personagens.
Agosto
Living Colour - 15 anos depois, assisti novamente à vitalidade contagiante de Vernon Reid, Corey Glover, Will Calhoun - e novamente foi difícil ficar parada, embora o peso da idade tenha tornado um pouco mais difícil agüentar um show que começou à uma da manhã e durou mais de duas horas. Hard rock é pra quem pode.
Setembro
À Prova de Morte - Graças ao Festival do Rio, antecipei esse filme, que provavelmente estará em várias listas de melhores de 2008. Como já disse antes, o combinado com Robert Rodriguez era produzir dois filmes trash - mas o Tarantino não conseguiu, e fez um filmaço.
Outubro
Santiago - Mais um documentário memorável da safra de 2007. João Moreira Salles desnuda os conceitos de verdade, veracidade, verossimilhança, memória. Tudo isso com uma humildade de se tirar o chapéu. A experiência se completou pelo fato de eu ter assistido ao filme no Instituto Moreira Salles, onde foram filmadas algumas cenas exibidas na telona. Uma verdadeira viagem cinematográfica.
Restaurante Alpenhaus - O barco sai da estação do Tigre, a cerca de 30 km de Buenos Aires. Só o delta do rio já vale a viagem: a paisagem é única. O restaurante alemão, escondido numa pequena ilha, tem um charme incomparável. Ainda por cima, a comida é uma delícia - mas nem precisava.
Novembro
Jogo de Cena - Agora é a vez de Eduardo Coutinho, o mestre de dez entre dez documentaristas brasileiros, questionar o limite da verdade no cinema de não-ficção. Uma pequena obra-prima, que não se deve deixar de ver.
Dezembro
The Police - Três caras no palco, tocando para um Maracanã lotado, sem o auxílio de backing vocals gostosonas e de voz potente, sem uma mega-banda acompanhando, só o bom e velho roquenrou. Não é para qualquer um - nem Mick Jagger se atreveu a tanto. É bem verdade que os arranjos favoreceram uma interpretação mais pra "tiozão" que pra rock star. Mas vamos combinar que o Sting continua batendo um bolão.
E também o meu bestiófi de posts:
O clichê da mãe divorciada
E se o menino se chamasse Wesleysson?
Heróis
As 10 Melhores Músicas de Amor - uma explicação. Ou várias.
Por que os homens brigam?
Algumas anotações sobre Tropa de Elite
Supercarioca
Bônus: o melhor do Rio, pelos olhos da Helê e pelos meus.
-Monix-
10:45 PM
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