Sexta-feira, Junho 30, 2006
RUMUAL ÉKISSA Brasil 3 x Gana 0
* Eu tenho que comentar o jogo porque sou bem supersticiosa, e como eu venho fazendo isso desde o inicio... Mas o que comentar sobre um jogo em que a gente ganha de 3 a zero e joga mal feito a moléstia ?!
* Falar bem do Lúcio? Pois é, eu vivi pra falar bem do Lúcio, nem acredito!
* Eu lembro de 94 pra me consolar, pensando que naquela copa o sufoco foi muito maior. Mas logo logo eu me revolto mais, porque aquele time era muito pior também!
* Muito, muito estranho a seleção não comemorar, vocês repararam? Sem futebol, sem vibração, assim fica difícil, né?
* Eu percebi que inventei um palavrão, que eu só xingo em jogos de futebol. A pessoa desboca, na falta de ofensa suficiente e nova, se supera.
* Monix, o Zagallo não ta babando na gravata, não. Segundo minha amiga Solange, que perde a copa mas não perde a piada, ele já está embalsamado, o povo só faz virar ele quando o time troca de campo.
*Quanto ao cliping do jornais, a maioria preferiu, no dia seguinte, destacar o caráter vingativo do jogo contra a Fraca do que comentar o jogo de Gana. Cansaram do ''venceu mas não convenceu'', tanto de ver quanto de noticiar. O Dia seguiu na sua onda poliglota e mais uma vez me fez rir, dessa vez com uma manchete em francês:
Otros gramados:
- Até aqui meu muso na copa é o Klinsmann, tá?
- Alguém reparou que no jogo contra a Holanda, já no final do 2o tempo, o Figo fez uma jogada típica de Garrincha? Deus perdoe a blasfêmia, mas ele fez: ele e o adversário disputando a bola, ele dá um toquinho pro lado, deixando a bola, continua correndo e o marcador atrás dele, então ele volta pra pegar a bola. Assim escrito não tem a menor graça, mas vendo foi lindo.
- No jogo México e Argentina, na primeira vez que o locutor falou no goleiro Abbondanzieri meu compadre comentou: ''Nossa, o cara conseguiu ter um nome com todas as letras do alfabeto!''
- Sinto pela Argentina que, como se sabe, é um país irmão. Não, não é um país vizinho, é irmão - porque irmão a gente não escolhe! Hahahahahahahahaha!
Helê
5:18 PM
Avisos paroquiais
*Ó, eu queria mandar um beijo pra Mônia, Fefê, Laura e DaniK e Mani, pessoas queridas com as quais eu cometi a indelicadeza de não dar os parabéns. Tudo culpa da Copa, vocês sabem.
* Ontem o Solar Carvalho Costa recebeu para a já tradicional canjica de São Pedro - e o ainda mais aguardado pé-de-moleque feito pelo Lu. Tão gostosa quanto os acepipes (hahahaha!) foi a prosa que se estendeu para além do permitido num dia de semana. Mais só no ano que vem.
Helê
4:26 PM
Identidades e alteridades, ainda
Fora o fato da douda da Monix ter vindo aqui, iniciado a polêmica e ter me deixando sozinha com as visitas, eu estou achando ótima toda essa discussão sobre patriotismo, brasilidade, nacionalismo. A Kathleen deu um depoimento tão bacana ali nos comentários que la Outra sugeriu que a gente trouxesse aqui pra sala:
Estou morando em Manaus há alguns meses (vim de Curitiba) e sinto exatamente isso que você escreveu. Boa parte do tempo acho que moro em outro país, que por acaso fala português (assim tipo Macau, sabe). Tudo é muito diferente, a maneira de pensar, de vestir, de comer, como falar, o cuidado que preciso ter quando trato alguém para não ofender, enfim, praticamente outro planeta (meus amigos curitibanos que vieram me visitar constataram que a ligação para o inferno daqui deve ser local e não DDD devido ao calor básico).
E realmente, durante a copa, por uns pequenos instantes, me pareceu que "pertencemos" a um mesmo ideal. Confesso, foi estranho.
Cheguei a conclusão que fronteiras não são feitas pelas linhas do mapa e sim pela cultura/costumes do povo. Um grande beijo!!
Kathleen 29.06.06 - 1:15 pm
Acho que o ainda há muitos panos e mangas possíveis nessa discussão que la Otra vai retomar quando voltar, tenho certeza. Por ora, apenas um lembrete: quando a gente diz que a e copa uma expressão de civismo, patriotismo e tals a gente não quer dizer que é a única, muito menos obrigatória, viu? E que a constatação de que ''Só no Brasil é assim'' dita com alegria e não com vergonha, essa é a maneira singular que os brasileiros encontramos de estar no mundo.
Helê
4:17 PM
Quarta-feira, Junho 28, 2006
Geopolítica, Copa do Mundo, Identidades
Dia desses meu sobrinho Murilo, de 10 anos, estava lá em casa vendo um jogo da Sérvia e Fernanda Montenegro (como diz o Kibe). O moleque comentou, indignado:
- Pô, tia, esse time aí era de um outro país que eu esqueci o nome, e a agora vai separar de novo, vai ter seleção da Sérvia e de Montenegro. Que palhaçada, né?
Acionei rapidamente todas as gambiarras e gatos do meu cérebro pra tentar explicar que aquilo não era propriamente uma palhaçada, mas algo bem mais complexo - que, diga-se de passagem, nem eu entendo bem, mas sei é mais do que ''um time que vai virar dois''.
Tentando ser o mais simples e menos chata possível disse que eles iam separar algo que nunca se uniu de fato; que não foram eles que inventaram isso assim, do nada. E que assim como um dia chegaram aqui e disseram que povos com línguas e costumes diferentes, que nem se conheciam, eram tudo uma coisa só chamada Brasil, lá também deve ter havido alguém (ou alguéms) que tentou juntar pessoas diferentes num mesmo nome ou país, mas não deu certo.
Depois eu comentei o episódio com o Luciano, dizendo pra ele que se tem uma coisa que eu estudei bem no mestrado foi que essa história de nação é uma ilusão, ou melhor, uma invenção, uma coisa arbitrária, e que sempre serviu a interesses escusos. O Lu me olhou desconfiado, dizendo: ''Sei não...'' Pra comprovar meu argumento eu disse: ''Olha só: o que é que eu e o cara que mora lá no meio da Amazônia, num buraco aonde só se chega de barco, o que é que a gente tem em comum? Somos os dois brasileiros, mas e daí, o que é que isso significa?! Nada, eu não tenho nenhuma relação com esse cara.'' Falei e fiz uma pausa. Reconsiderei: ''A não ser, é claro, pelo fato de que no sábado eu e ele estaremos assistindo ao jogo do Brasil...''.
Helê
1:57 PM
Terça-feira, Junho 27, 2006
Corrente pra frente
Tem gente que gosta de encarnar o "modelito produtivo" e passa a Copa do Mundo reclamando que o país pára, que isso é um absurdo, que em nenhum lugar do mundo isso acontece etc e tal.
Eu acho esse discurso o fim da picada. Tentar impedir o Brasil de parar para assistir à seleção é pior que remar contra a maré: é negar um dos momentos mais intensos da cultura nacional.
Torcer pelo Brasil na Copa é um ato de civismo e patriotismo que os brasileiros não conhecem em nenhum outro momento da vida em sociedade. Nosso 7 de setembro não entrou no calendário afetivo do povo; muito menos o 15 de novembro. Outros países comemoram suas datas nacionais, de independências, revolúções, vitórias em guerras. Nós celebramos a pátria de chuteiras. Todos juntos vamos, pra frente Brasil. Do meu filho de quase quatro à minha avó de quase oitenta, todos estaremos na frente de uma TV, vibrando o sentimento nacionalista e torcendo pelos nossos heróis da paz. No futebol podemos experimentar um sentimento de supremacia internacional. Ninguém nos supera em campo, mesmo quando perdemos.
Por isso, com todo respeito aos profissionais liberais (médicos, dentistas, psicanalistas), que só recebem quando trabalham, quem reclama do semi-feriado nacional só pode ser ruim da cabeça ou doente do pé.
-Monix-
11:33 AM
Segunda-feira, Junho 26, 2006
Dessa vez a carona é no computador da Dedéia, que nem sabe que eu estou blogando.
Só pra dizer umas coisinhas rápidas: o Che é mais que um ídolo, em Cuba. É quase um santo. O primeiro santo do socialismo. Que, a propósito, no Caribe tem cor morena e permite total liberdade de culto, seja ao catolicismo romano do Ratzinger, seja ao sincretismo da santería dos Orishas.
As fotos de El Che sorrindo são comuns em qualquer cartão postal. Ele era lindo mesmo. Como diria Bussunda: Che Guevara, revolucionário e gato. :-)
Eu estava em Santiago de Cuba no dia 14 e vi (meio rapidinho, pela janela do ônibus) um pedacinho da homenagem dos estudantes em frente ao Bosque de Los Heroes, em memória do comandante e de seus companheiros da Sierra Maestra.
Respondendo à Meg: sim, os cubanos acompanham a Copa, apaixonadamente, e torcem muito pelo Brasil. Sabem as datas dos jogos e até mesmo os placares. Na segunda-feira após a vitória sobre a Austrália, vi pelo menos umas 20 pessoas em Havana vestidas com a camisa da seleção. Isso num país onde se pedem roupas na rua porque não há para vender. (Aliás, recebi uma proposta de escambo: um charuto pela minha camisa da Copa da Cultura. Como não fumo, dispensei. Podem gritar à vontade, agora já era.)
***
Outra coisa: sou só eu ou tem mais alguém achando que o Zagallo está babando na gravata?
Monix
12:28 PM
Ernesto, meu argentino favorito
Meu engajado (e querido) amigo Silvinho enviou-me a seguinte mensagem, no dia 14 último:
Há 78 anos, em Rosário, Argentina, nascia Ernesto Guevara de la Serna. Uma das raríssimas exceções desse mundo. Parabéns "Che"!
Achei que valia um post, embora não tivesse clareza sobre o que escrever exatamente. Procurei a sempre útil Wikipedia (salve, salve!) que diz o seguinte:
Che Guevara nasceu no dia 14 de Maio e não 14 de Junho como oficialmente a data tornou-se conhecida. A data precisa foi descoberta pelo escritor John Lee Anderson ao entrevistar uma das amigas da mãe de Che, que lhe revelou que à época do nascimento dele, sua mãe Célia, teve de adiantar a data em um mês porque ela havia se casado grávida e, se não o fizesse, sua família descobriria o seu segredo.
Então eu contei sobre a minha descoberta pro Silvio, que respondeu belamente:
Pois é... em quem acreditar? Tomara que tenha sido em maio mesmo, assim o mundo teve Che vivo por mais um mês. Mas, como vc disse, se maio ou junho não tem tanta importância assim, né?! Obrigado pela informação... Mas coloque tudo isso no blogue de qualquer jeito!!!
Então está tudo aqui, Silvio, ilustrado com as fotos que selecionei neste site. Escolhi as mais incomuns, especialmente aquelas em que ele aparece sorrindo (como era bonito, meu Deus!), ou as que aparece como pai. POrque sempre há novas maneiras de ver um homem tão fascinante quanto Che Guevara.
Helê
9:05 AM
Domingo, Junho 25, 2006
RUMUAL ÉKISSA Brasil 4 x Japão 1
E agora, Parreira?
*
Tô com a Milly Lacombe: não sei se tem quadrado mágico, mas com Cafu, Roberto Carlos e Emerson a seleção tem um Triângulo da Bermudas: eles jogam e o futebol some.
*
Gente, na hora do gol do Japão eu ri muito com o silêncio do Gavião Bueno (assisti no trabalho, sem outra opção a não ser o Mala das Malas). O cara ficou m-u-d-o, foi ridículo e engraçado, cara, coisa de torcedor mesmo.
*
Os flamenguistas presentes, pra não perder a viagem, gritamos: Zico! Zico! Zico!
*
Ronalducho calou a minha boca, como eu pedi. Mas no dia seguinte, vendo os jornais na banca, ainda o exagero, beirando o mau-gosto: dois jornais estamparam a manchete ''Viva o gordo!''. Achei um pouquinho demais, gente. No Kibe Loco, morri de rir. Mas num jornal?
*
Outros veículos fizeram menções mais sutis, tipo ''Vale quanto pesa'' e as divertidas ''Brasil tira a barriga da miséria'' e ''Gordo é a vovozinha'' supostamente escrito em japonês, n' O Dia.
*
A melhor de todas, pra mim, foi a d' O Globo: ''Enfim, o Brasil''. Genial porque sucinta e justa, falando do time e não apenas destacando um jogador.
**
Outros jogos:
- Os jornais dizem hoje que a Argentina jogou mal. Discordo. Acho que o México foi quem jogou muito bem, e não fosse aquele golaço do Maxi Rodríguez...Excelente partida.
- Que, aliás, desbancou o Cole, da Inglaterra, como autor do mais bonito gol da Copa, até aqui. Praticamente o mesmo lance - matada no peito e puta chute - só que meio sem ângulo, de lado, com mais dificuldade que o inglês.
- Só vi partes do segundo tempo, mas a seleção do Felipão bate bem, heim? A despeito disso, mereceu a classificação; torci por Portugal.
Helê
6:24 PM
Sábado, Junho 24, 2006
Como se sabe, soy Mexico desde niña!
México! México! México!
Frida Khalo
3:19 PM
Como é que chama?
Lingüistas, tradutores, escritores diletantes, leitores: alguém aí pode me ajudar? Desde que eu comecei nessa vida digital me faz falta uma palavra que seja o oposto exato para 'decepção'. Nada mais exato para definir a tristeza por uma expectativa frustrada, não é? Mas como expressar o contentamento e da alegria ao confirmar tudo que a gente esperava que fosse?
Tenho pensado sobre isso desde que comecei a encontrar ao vivo pessoas que conheci na internet. Foi assim, por exemplo, com a Dani, com o Zé e foi assim novamente na semana passada, quando encontrei a Beth Salgueiro no Skype. Digo 'encontrei' porque digitei o nome dela entre os contatos meio sem querer, assim ''só pra ver ser tem''. E tinha uma Beth Salgueiro, mas nem dava pra saber se era ela. Logo depois ela ''me chamou'', e após me refazer da surpresa e me entender com o equipamento, conseguimos conversar.
Ela falou primeiro com a Júlia, minha filha, com toda meiguice e interesse de uma supervó de três meninas (por enquanto). Depois papeamos por algum tempo, e a conversa fluiu natural e familiar como se tivéssemos retomado uma ligação interrompida na véspera por causa de uma panela no fogo... Aproveitei para dizer a ela, ''de viva voz'', da minha felicidade por ela ter retomado o blogue - o que nos levou a falar sobre a morte do Ivan. Pois essa mulher que, em suas próprias palavras, ''perdeu o amor da sua vida'', me disse coisas lindas sobre estar aberto pra receber as boas energias que nos enviam, sobre o rumo inexorável da vida - que vai presenteá-la com mais duas netas, neste ano! - e fez até graça com sua futura mudança de casa. Eu, que gostaria de dizer algo motivador, fiquei emocionada com (e motivada pela) a força dessa mulher e a sua recusa a sofrer mais do que o inevitável. E tudo isso com uma voz meia e amiga, ainda com um delicioso sotaque pernambucano.
Fiquei muito feliz com o papo; depois dele parecia que eu tinha ganhado um presente. E fiquei novamente a pensar em como nomear essa alegria de casar expectativa com constatação. E de perceber não apenas que aquela pessoa é como você imaginava, mas que a sintonia entre vocês também.
Prazer falar com você, Beth. A gente vai se chegando cada vez mais, juntado pra perto o que já está dentro.
Helê
8:54 AM
Quinta-feira, Junho 22, 2006
Olá, queridos,
Voltei.
Cuba é o lugar mais louco do mundo. Um dia eu conto mais um pouco da viagem. Infelizmente meu computador também tirou férias e estou dependendo de caronas pra me comunicar com vocês, então tem que ser tudo meio rapidinho. Dia 3 volto ao batente e à vida digital. Até lá, vou tentar mandar sinais de fumaça. Comportem-se. Ou não. ;-)
Bjs
Monix
12:33 PM
Solstício de inverno - o tempo da renovação
Períodotempo em que as coisas parecem estar adormecidas. Contudo, com a aparente dormência, um dos maiores crescimentos está ocorrendo. É no inverno quando as sementes permanecem congeladas dentro da terra, que elas pegam para sí as energias da terra que lhes permitem crescer nas estações por vir. (...)
O tempo para desacelerar, de aparente restrições. É quando a atividade exteriormente diminui efetivamente (...) É época de se libertar de velhos padrões de comportamento, para se render às pequenas mudanças do corpo e da mente em preparação, para as mudanças maiores que virão.
Fonte: http://www.xamanismo.com.br/conteudo340.html
(Inverno 2006: de 9h29 de 21 de junho a 23 de setembro)
***
Embora eu não conheça xamanismo, nem mesmo me interesse pelo tema, achei essas palavras adequadas. Quem acompanha o Dufas sabe que, na medida do possível, procuro registrar as mudanças de estações, solistícios, equinócios - fenômenos celebrados por comunidades tradicionais em todo o mundo. Porque me parece necessário, fundamental mesmo, estar atento e conectado com os movimentos da natureza, que sempre podem nos ensinar. E porque, definitivamente, eu não acredito em coincidências - não é, Sócia?
Helê
10:59 AM
Veja o fim do mundo
Gente, eu evito falar sobre certa revista semanal, porque como eu já disse aqui, detesto bater palma pra maluco dançar. E azeitona eu só ponho na empada que me apetece e merece. E também não gosto de bater em bêbado - e essa revista todo mundo sabe que, antes de tudo, é ruim. Mas essa semana ela está hi-lá-ria. Sério. Eu morri de rir quando vi a manchete: Os sinais do apocalipse. Juro, gente, esse é o título da revista.
Apesar do urso na capa ainda pensei que pudesse estar falando da vitória da Argentina por 6 X 0, mas não. O texto da chamada é uma lista de catástrofes (o degelo dos pólos, o aumento do deserto e do nível dos oceanos, além dos ciclones no Brasil). No site eles afirmam que Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou quarenta anos. Tudo isso pode ser verdadeiro, mas o tom, a dramaticidade... Você só consegue pensar uma coisa: F*deu. Não tem jeito, a não se pegar a próxima nave pra Marte ou Vênus. Ou se matar, claro.
A Manu, que vocês já conhecem, quando viu a capa achou que era cartaz de filme do Spielberg. Ou aqueles filme-catástrofe, tipo ''Impacto profundo'' ou ''Sexta-feira'' (O dia depois de amanhã). E comentou: Ainda é capaz de eles dizerem que isso só ta acontecendo agora, justamente no governo Lula! Hahahahaha!
Helê
10:42 AM
Quarta-feira, Junho 21, 2006
RUMUAL ÉKISSA
Pois é, nem comentei o último jogo, né? É que a parada do Bussunda realmente tirou um pouco a graça da coisa...
***
Eu implico e desconfio sempre de unanimidades, inclusive as negativas. E o Ronalducho foi pego pra Cristo. Com alguma razão, é verdade, mas ele não pode ser o responsável pelo desempenho de toda a seleção. E isso ficou claro contra a Austrália, quando ele jogou um pouco melhor e mesmo assim o time não melhorou.
***
Porque, vamocombiná: o Gaúcho não jogou bem, Vô Cafu também não e o Roberto Carlos, pelamore, jogou pedrinha! Pior, fugiu da raia, se escondeu do jogo - e quando aparecia fazia m*rda. Experiência é muito, mas não é tudo - taí o Fred e o Robinho que não me deixam mentir.
***
Léo Jaime escreveu hoje um sensato artigo no No Mínimo, com o qual concordo em grande parte, pra não dizer em tudo. Vale a pena.
***
Eu não gosto desse papo ''Os caras ganham milhões e não fazem nada!''. Acho que isso é coisa de pobre ressentido. Todo mundo ali ganha milhões, mesmo os reservas, mesmo outras seleções menos cotadas. E se os caras são mercenários, vendidos, blablablablablablá, ganhar a Copa é um excelente investimento.
***
Por outro lado, acho sim que alguns caras acham a vaga vitalícia, e talvez estejam acomodados. Quando eu vi o Robinho ir buscar uma bola na defesa adversária, roubar a bola e atravessar o campo tentando fazer o gol, percebi que falta à seleção disposição - física e pessoal.
***
O que a torcida rubro-negra chama de raça.
É isso, queremos raça. Se junto vier show, tanto melhor.
***
Eu não vou nem colocar azeitona no empadão dele, que não precisa. Apenas reconhecer o talento hilário do Kibe Loco, que está fazendo a melhor ''transmissão'' da internet! Olha só a escalação da Holanda no jogo contra a Argentina:
15h58 - Escalações: a Holanda do técnico Van Bosten entra em campo com Van der Taxi, Van der Trem, Van der Onibus, Van der Karro e Van Apeh; Van Bora, Van Logo e Van Der Pressa; Van Sefoolder, Van Tomaar e Cocu.
Deliciosas bobagens e imagens sensacionais:
Helê
6:54 PM
Terça-feira, Junho 20, 2006
Pra receber Monix
Ela vem chegando
E feliz vou esperando
A espera é difícil
Mas eu espero sambando
Pois uma flor é uma rosa
Uma rosa é uma flor
É um amor essa menina
Essa menina é minha sócia
ZAZUEIRA
(Jorge Ben)
Pra levantar o astral ...
...e começar bem o dia, antes do Primeiro Jornal
(era pra ter postado ontem, mas não deu, então vai na terça mesmo!).
Helê
12:57 AM
Obelix do humor*
Depois de me certificar de que a morte do Bussunda não era uma piada, tentei não me comover muito com a notícia. Afinal eu não era assim uma fã dele; há tempos não via o programa. E o sensacionalismo global transforma todo morto em gênio e toda perda em tragédia.
***
Bom, mas tudo isso fica claro e límpido assim, escrito e digerido. Durante todo o sábado permaneceu aquele desconforto, um desassossego indefinido, aquele clima de ''Puta merda, heim?!''. Porque existem várias maneiras de estar próximo de alguém, e pra minha geração era como se o Bussunda fizesse parte daquela turma de meninos mais velhos colégio, sabe? Os caras do último ano, os engraçados, os malucos. Eu comprei o Planeta Diário e a Casseta Popular na banca. Então isso que hoje preenche obituário e virou história, eu vi acontecer e acompanhei nos últimos 20 anos.
***
Sem contar a carioquice e o fato do cara pertencer à Nação Rubro-Negra.
***
Conclusão: não deu pra deixar de chorar e me compadecer dos amigos e da família. Impossível também não se assustar ao espiar a morte chegar pra alguém que se não era da minha idade propriamente, era da minha geração, e tem a idade de muitos dos seus amigos.
***
E todo mundo ficou meio aparvalhado, porque as primeiras tentativas de justificar o injustificável, a morte, logo logo foram derrubadas. A reação primeira das pessoas foi: ''Também, não se cuidava... gordo daquele jeito...'' Em seguida vários depoimentos deram conta de que Bussunda cuidava-se, especialmente nos últimos meses, tendo feito um check-up seis meses atrás. O que não nos deve incentivar ao descuido, mas à aceitação de algo que só pode mesmo aceitar - porque nunca vamos compreender: a morte.
***
E a melhor homenagem, pra mim, foi do Kibe Loco, que conseguiu unir ternura e humor, sem pieguice:
Helê
*Segundo definição do casseta Hubert, para quem o Bussunda caiu num caldeirão de piadas quando nasceu, assim como o herói amigo do Asterix.
12:38 AM
Quinta-feira, Junho 15, 2006
Cordel do Fogo Encantado
Fiquei esperando a Semana Santa para postar a história mais engraçada da paixão de Cristo que eu conheço, que é poema interpretado de maneira brilhante pelo Lirinha, do Cordel do Fogo Encantando. Pois quando dei fé (como se diz por aquelas bandas do Nordeste), o feriado passou e não postei.
Então, reativando a máxima do calabocajámorreuquemamndanomeubloguesoueu, posto agora, no Corpus Christi, e aproveito pra colocar mais um poema e outra canção desse excelente grupo de Arcoverde, Pernambuco. Que se já é bom ouvindo, fica ainda mais melhor vendo ao vivo e a cores. Quem conhece, vai curtir; quem ainda não ouviu, aproveite a oportunidade. Onde mais? No DufasDial, claro.
Bom feriado!
Helê
1:39 AM
Notícias do mundo de lá: Monix escreve!
From: Mônica Chaves
Date: Jun 12, 2006 6:09 PM
Subject: notícias da conexão havana
Oi, pessoal
Finalmente consegui um cyber café no hotel em Santiago de cuba. Telefonar é missão impossível: alem de não se achar o cartão telefônico para vender, quase não há telefones públicos e não existe chamada a cobrar a partir de cuba (Fidel quer que gastemos nossas divisas aqui mesmo).
Em havana pegamos Alberto, o primeiro ciclone da temporada 2006. Não sei se a noticia chegou aos jornais e tvs brasileiros, mas agora já podemos dizer que conhecemos uma tempestade tropical caribenha. Muita chuva, muita mesmo, o que prejudicou um pouco nossa experiência na cidade, já que os habaneros ficaram dentro de casa. Nós, que tínhamos o taxímetro rodando em euros, fomos para a rua conhecer o que fosse possível.
No sábado fomos ao cinema yara, na esquina do hotel no bairro de vedado, onde está se realizando um festival de cinema francês. Vimos um filme ótimo e conhecemos um pouco do cotidiano dos cubanos. Foi bem bacana.
Domingo aproveitamos um período de estiagem e demos uma caminhada pelo bairro. Passamos pela sorveteria coppelia, bastante famosa, mas tínhamos tomado um café da manha tão monumental (aguardem fotos e filmes) que não cabia nem mais uma castanha de caju. :-)
Andamos até o Malecón, que, mal comparando, é tipo um aterro do flamengo. Estava totalmente deserto, por causa do mau tempo. Visitamos o hotel nacional, um dos mais luxuosos de havana, e caminhamos até o recém-inaugurado monumento antiimperialista, em frente ao consulado da suíça, onde os cubanos conseguem visto para os estados unidos. São 138 bandeiras negras. É assustador. Eu, se fosse o bush, ficaria com medo de Fidel, hahahaha! (...)
Vou deixar para contar pessoalmente da decadência e destruição da cidade, ainda maiores e mais impressionantes do que esperávamos. O estado de total depredação das casas somado ao fato de que as ruas estavam totalmente desertas por causa de Alberto, o ciclone, nos fez ter literalmente a sensação de estarmos visitando uma cidade fantasma.
Depois do museu descansamos um pouco e no fim da tarde decidimos ir a Habana vieja, o bairro histórico e o mais turístico da cidade. Só que a essa altura a tempestade tinha voltado com força total, e nos pegou no meio do caminho. Antes paramos na Plaza de la revolución, onde fica o ministério do interior, com o famoso painel com a efígie de Che Guevara - que, de fato, é um herói nacional, cultuado de todas as maneiras possíveis, desde as tradicionais camisetas até postais, chaveiros, livros, calendários e muito mais. (...)
Hoje viemos para Santiago de cuba, que parece ser mais bem conservada que havana. (...) agora começou uma nova etapa da viagem, pois não estamos mais por nossa conta e sim numa excursão com um grupo. São oito pessoas: um casal de italianos, um casal de velhinhos da Guatemala e outro casal da Espanha. acho que vai ser bem bacana.
bjs meus para todos!
Trechos do e-mail enviado por la Otra na segunda, que (sorry) só agora eu pude postar. Eu respondi mandando ela proveitar e pedindo uma garrafa de rum, Roitman que sou. Hic!
Helê
1:25 AM
Quarta-feira, Junho 14, 2006
Da Série "Adélia é que é mulher de verdade"*
FATAL
"Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.
Adélia Prado
*copiráite do genial trocadilho da delicada Fernanda Castro
11:03 PM
RUMUAL ÉKISSA Brasil 1 x Croácia 0
*Tá bom, o Lula bebe, mas bem ou mal, governa. Já o Ronaldo tá gordo e não joga...
*É, eu sei o Ronaldo tá feito São Sebastião, com tanta flechada que uma a mais ou a menos nem faz diferença. Mas eu não podia perder a piada. Eu quero mesmo é que ele cale a boca de todo mundo, inclusive a minha.
*Que fantástico, gente, uma boa defesa brasileira! Não perfeita, mas segura, sem furadas ridículas e a musiquinha dos Trapalhões tocando ao fundo quando os dois zagueiros batiam cabeça.
Helê
12:02 PM
Segunda-feira, Junho 12, 2006
No Empadalheia, o pensamento vivo de Zeca Pagodinho.
5:48 PM
A propósito do dia
''Leve sua mulher para passear antes que outro o faça''
Programa consiste em pelo menos uma saída por semana, especialmente se o casal tiver filhos e alguns pares de anos juntos. Aplicado por C. (que não é marqueteiro, mas um marido dedicado), com total aprovação esposa beneficiada.
Duas Fridas
4:56 PM
Sexta-feira, Junho 09, 2006
Apaixonado, porém sincero
Para o finde, uma longa e deliciosa canção de Lenine. É uma das melhores homenagens que já ouvi - e também uma das mais sinceras e... sacanas. Depois afirmar preferir seu amor às musas de diferentes estilos, épocas e ritmos, o autor admite que talvez não resistisse a elas, ainda que por pouco tempo (ou poucas vezes).
Ouça no DufasDial, acompanhe aqui (não se assuste com o tamanho, a letra é grande mas a melodia é envolvente0.
Todas Elas juntas Num Só Ser (Lenine/Carlos Rennó)
Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;
Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;
Já não homenageio Januária,
Joana, Ana, Bárbara, de Chico;
Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;
Nem a tigresa nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;
Nem Anna Júlia do Los Hermanos.
Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.
Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.
De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;
De Michael Jackson, nem a Billie Jean;
De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;
Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,
Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.
Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.
Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;
E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;
E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão
Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.
De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina ¿ pá! - do mano Xiz!
Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,
Ana do outro rei, o do baião
Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.
Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.
Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;
Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas... mas não mais que três...
Só você...
Mais que tudo é só você;
Só você...
As coisas mais queridas você é:
Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.
Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.
Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.
Helê
8:12 PM
Confissões Inconfessáveis II - a missão
Tirando a parte de ter bicho de estimação, eu poderia ter enviado esse cartão.
Helê
8:09 PM
RUMUAL ÉKISSA
O problema é a falta de problemas. A ausência de preocupação é que preocupa. Você também não estaria tranqüilo com tanta tranqüilidade. (...) Na entrevista de ontem, Parreira disse que tem dormido bem. Só o fato de estar dormindo bem já deveria tirar o sono do Parreira.
Veríssimo, no Zero Hora
Helê, também preocupada com a tranqüilidade...
7:55 PM
Da arte de escrever blogues e influenciar pessoas
Cérebro:
O J. escreveu dizendo que, por causa da gente, fez o mapa dele lá no Personare (e ele nem acredita nisso, lembra?). A A. mostrou pra gente a TPM que ela comprou por causa da nossa indicação. A continuar assim, vamos conseguir aquilo que tentamos todas as noites: conquistar o mundo!!!
Pink
12:07 PM
Quinta-feira, Junho 08, 2006
No Empadalheia, outras visões ''religiosas'' envolvendo baseado e Pelé (!).
11:38 AM
Confissões inconfessáveis ou É ruim mas eu gosto
Li no blogue do Rafael Galvão um post antigo em que ele admite, envergonhado, que gosta do filme "Em algum lugar do passado". Ele dá mil motivos para não gostar do filme, da inconsistência da trama ao nariz da atriz, mas apesar disso, ele gosta.
Pois eu também. Aliás, não só desse, mas do gênero - se é que se pode chamar assim. Eu não resisto a filmes que falem sobre viagem no tempo, principalmente pra trás (e eu nem gostava muito de Túnel do tempo quando era pequena, o fã era meu irmão). Por isso, vi várias vezes a trilogia de ''De volta pra o futuro'', adorei ''Peggy Sue seu passado a espera'', fui ao cinema ver ''A máquina do tempo''.
Outro tipo de filme, ainda mais inconsistente e indefensável, que eu não resisto é troca de corpos, tipo ''Um Espírito baixou em mim'' ou ''Freaky Friday''. É, ridículo, eu sei, mas eu não gosto - fazer o quê? Psicólogos, astrólogos e palpiteiros: explicações são bem-vindas. Ou confessem seus gostos esdrúxulos também.
Helê
Apideite: acrescentei outra opção ao título insprada pelo comentário da Cam; o Giba enviou uma fotos daqueles filmes todos que nós vimos na sessão da tarde e eu não resisti a ilustrar com pelo menos duas delas.
11:33 AM
Questões religiosas
Enquete do Kibeloco: Banda gospel grava CD demo?
Hahahahaha!
Helê
11:31 AM
Una de férias, Otra carente
Estive ontem com La Outra, que vive férias trepidantes: atravessando a cidade, fugindo de zebras, entrando na casa do Louco. Como o computador dela continua sem mãe (a placa, no caso) ela está curtindo a temporada unplugged. Preocupada, mandei não curtir muito, não - vai que ela gosta e me bandona?
Helena
11:30 AM
RUMUAL ÉKISSA
Estilingue Ronaldinho, de Rubens Gerchman.
Em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio. Lindo, não?
Helê
11:26 AM
Quarta-feira, Junho 07, 2006
Pra Manu
Eu tenho o prazer (e a sorte) de trabalhar com a Manoela assim bem de perto, dividindo sala, pautas e pepinos (como sói acontecer com jornalistas que trabalham juntas). Ela é a colega de trabalho (nossa, eu me sinto o Sílvio Santos falando isso! Mas tem outra denominação pra quem trabalha contigo?) Bom, eu dizia que ela é uma colega de trabalho preciosa: doce, atenciosa, discretíssima, altruísta, bem-humorada. Existe entre nós uma importante diferença de idade e experiência, ela ainda está longe de virar balzaquiana e acaba de se formar. Portanto, pode-se imaginar o que essa diferença causa: eu aprendo com ela todos os dias, sobre diferentes assuntos: jornalismo, música, filmes, relacionamentos - a vida, em resumo. Até quando parece que eu estou ensinando alguma coisa, é ilusão: eu tô mesmo aprendendo, sempre - inclusive a renovar meu entusiasmo pela profissão. Obrigada, Manu.
***
Dia desses, estávamos, como de costume, trabalhando e ouvindo música. Rolavam os mp3 do meu computador e Baby & Pepeu determinaram: "Você pode fumar baseado!" A Manu não conteve o riso e me perguntou do que se tratava. E então me dei conta de quão velha era aquela canção, do que significou aqueles malucos cantando aquilo num festival da Globo (ainda por cima usando uma citação bíblica!). Coisas que eu não tinha me dado conta, ou não lembrava mais porque já tinha me familiarizado demais com a música, que ouvi aos 10 anos. Com a reação da Manoela ouvi a canção de outro modo, como os ouvidos inéditos dela. Mais uma que a minha amiga Manu me proporcionou.
***
Que, aliás, cumple años hoje: feliz aniversário, Manoela querida; saúde e sorte, sempre!
Ouça 'O mal é o que sai da boca' no DufasDial
Atualização: Se não me engana a Bíblia on line, a citação é Mateus 15:11.
Helena
11:54 AM
Bloguices
- Li que as Megeras vão fechar o blogue. A se confirmar o anúncio, vou sentir muita falta delas, que me garantiam gargalhadas homéricas, às vezes de manhã bem cedo, junto com o café. Às vezes algumas lagriminhas furtivas, de emoção e identidade. Mas confesso que fiquei menos chocada ou sentida do que em outras despedidas. Talvez porque elas tenham cumprido o ciclo; talvez eu esteja me acostumando a despedidas blogueiras... Ou quem sabe eu alimente a esperança do Almirante estar correto quando diz que não existe ex-blogueiro. De todo modo, meu obrigado público, em alto e bom som, pra Ticcia e Ro, por tudo de bacana que escreveram, pelo tanto que me emocionaram e divertiram. Porque, como eu já disse aqui, respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada.
- Confirmando a teoria do Nelson, o glorioso Idelber (que um dia ainda me conta da onde vem esse nome... ímpar) escreveu um texto muito bacanana segunda-feira, que originou a uma interessante discussão nos comentários blogue. Fala sobre um autor austríaco que está sendo perseguido por coisas que ele não disse, mas que foram publicadas na revista Nouvel Observateur. Eu não conheço o referido escritor, nem domino todas as variáveis da história, mas isso não é o mais importante, e sim o debate sobre os limites entre crítica e censura, o poder da mídia, os perigos das fontes secundárias, uma série de questões. Vale a pena.
- E falando em retorno, eu não podia deixar de celebrar aqui a volta da querida Beth Salgueiro e seu instigante, antenado, bem humorado Tudo Pode Acontecer. A notícia não é nova, mas alvissareira e digna de registro. Sê bem-vinda, Beth, seu lugar tava guardado, sempre estará.
- Engraçado como às vezes a gente escreve uma coisa e os comentários vão numa outra direção. No post sobre os preparativos pra Copa, eu falava sobre as pessoas terem um discurso oposto à prática: falam em desânimo e descaso quando tudo o que se vê é empolgação. Pareceu-me um exemplo dessa mania brasileira de falar mal de si mesmo. Mas os comentários acabaram girando em torno do excesso e do ufanismo ditatorial e mercadológico do evento. Ótimo, mais possibilidades, ângulos e abordagens de um mesmo tema - reside aí uma das riquezas e delícias de manter um blogue.
Helê
11:43 AM
Domingo, Junho 04, 2006
Os melhores anfitriões da região sudeste estão me deixando mal-acostumada, mas amanhã volto pro Rio. Depois sigo para outra viagem, e no meio tempo continuo offline. Cuidem bem da Helê pra mim, tá bom, queridos? Beijocas, Monix
11:46 PM
Azeitonas fresquinhas no Empadalheia.
Inaugurando a série RUMUAL ÉKISSA*
*Quanto mais eu escuto Esse ano o pessoal tá desanimado ou Na outra copa, a essa altura, as ruas já tavam muito mais enfeitadas!, mais eu vejo gente com camisa da seleção, mais ruas decoradas eu encontro.
*Junto com a Copa chegam as piadas, e-mails e propagandas nas quais aparecem mulheres totalmente analfabetas em futebol, do tipo que pergunta quem é o cara de preto no meio do campo. Pelamor, gente, ô coisa mais datada! Fora uma ou outra realmente engraçada, a maioria naturaliza a coisa, como se fosse genético, como se houvesse uma incapacidade física, psicológia ou seiláeu de uma mulher gostar e entender de futebol. E, evidentemente, imbeciliza e despreza a muher, com o artifício esfarrapado de ser ''só uma brincadeira''.
*Eu não nego que haja diferenças de perspectivas, claro. Percebi isso na sexta-feira. Olhando o calendário dei-me conta: Caraca, falta uma semana pra Copa começar! E lembrei que meu marido teve a mesma reação...em abril: Cara, falta menos de dois meses pra Copa!!! Mas eu sou casada com o Pacheco, como já contei pra vocês...
*O título da série foi inspirado por essa imagem impagável, amplamente difundida pela internet:
Helena
7:15 PM
RUMUAL ÉKISSA
O problema é a falta de problemas. A ausência de preocupação é que preocupa. Você também não estaria tranqüilo com tanta tranqüilidade. (...) Na entrevista de ontem, Parreira disse que tem dormido bem. Só o fato de estar dormindo bem já deveria tirar o sono do Parreira.
Veríssimo, no Zero Hora
Helê
6:06 PM
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