Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Você, cara leitora, que é mãe, provavelmente já se perguntou como é que nossas mães e avós, sendo donas de casa em tempo integral, cuidavam das crianças. E já se comparou com elas, ou melhor, com a fantasia que você tem do que elas teriam sido.
Bem, querida leitora, é com prazer que informamos que, por incrível que pareça, provavelmente elas passavam com seus filhos tanto tempo quanto nós, se não menos.
Na maior parte das famílias, as crianças passavam o dia na rua brincando com outras crianças. A mãe olhava, apartava briga, botava pra comer e pra banhar, mas essa coisa de ficar junto, interagindo, não era o padrão. É muito recente essa obrigação parental de providenciar lazer para os filhos. Até pouco tempo atrás, pai e mãe eram responsáveis por prover e educar, brincar não.
Nós não pretendemos eleger um padrão de normalidade (pelo contrário!), apenas atentar para o fato de que às vezes cobram das mulheres-modernas-que-trabalham-fora um modelo de comportamento que nunca existiu. Talvez seja mais uma das armadilhas para nos culpar por tentar ser mais que mãe e esposa. Ou não.
Las Dos Fridas
PS - Em breve, escreveremos sobre a o mito do instinto de ser mãe. Aguardem.
2:56 PM
"Não julgueis e não sereis julgados."
(Sermão da Montanha)
-Monix-
10:21 AM
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Última fornada
No Empadalheia, azeitonas para todos os gostos: Cristo nos abençoando; nuvens ilusórias (ou não) e um texto belíssimo sobre os pretéritos - além de uma frase maravilhosa sobre a fé.
Provem - cuidado apenas com o farelo. :-)
Eu devo ficar unplugged nos próximos dias.
Helê
12:13 PM
"Diria que não estamos vivendo uma época de mudanças. Estamos vivendo, hoje, uma mudança de época." Frei Betto, em momento particularmente iluminado. Tem mais aqui.
-Monix-
12:10 PM
Sábado, Janeiro 28, 2006
Ainda o verão
Uma mulher foi presa por ter roubado um ar condicionado de uma loja. Gente, é legítima defesa!
posted by Marina W.
Hahhahahahahahahaha!
Helê
7:03 PM
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
As Fridas Vão ao Cinema
Pela primeira vez, fomos juntas ver um filme. Escolhemos "Vinícius de Moraes: quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?"
Adorei ver um documentário falado em português. Me reapaixonei pela minha língua. Ando muito colonizada, vendo filmes e séries em inglês em excesso. Uma das coisas mais lindas é ouvir as vozes maravilhosas de Chico Buarque, Edu Lobo, Francis Hime, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tônia Carrero e Suzana Moraes, usando as palavras mais lindas do mundo, e contando as melhores histórias sobre o Poetinha.
As imagens do Rio de Janeiro são um bônus. Vi o quarteirão onde me criei, no Jardim Botânico, na década de 10, quando nem minha avó era nascida. A praia de Ipanema, um grande areal. E por aí vai.
A riqueza da música popular brasileira é assustadora. Precisamos ensinar aos nossos filhos. Não podemos deixar que esse tesouro se perca, seja esquecido, ou mesmo que não seja reverenciado como se deve. Somos contemporâneos de grandes gênios, e isso deve ter algum valor.
-Monix-
Ou: Duas Fridas e um Diego
Parece inacreditável que tenhamos ido ao cinema pela primeira vez, nós que já nos conhecemos há tanto tempo. Talvez tenhamos esperado um filme adequado, que de algum modo se relacionasse com a nossa utopia mais querida e desejada, que é unir a zona norte à zona sul (como cantou Lulu) para além do túneis, linhas e vias, mas na inteireza do mosaico de ritmos, tons e gentes que compõem essa maravilha de cidade.
E na tela nos deparamos com Vinícius de Morais, plural do nome aos afetos, um pretobranco, diploeta, sambistadoutor, personificando a mistura justa de popular e erudito que a carioquice recomenda sem moderação, várias vezes ao dia, em doses generosas. Tantas e tão generosas quantos as doses que o próprio Vinícius sorvia: de uísque, de amizade, de música e de amor.
Eu faria um ou outro reparo ao filme sob o aspecto técnico, cinematográfico... Mas diante de um protagonista como esse, com coadjuvantes como Pixinguinha, Francis Hime, Edu Lobo, Tom Jobim e outros de mesma cepa; e um cenário como o Rio, só posso recomendar que assistam - sabendo que correm sérios riscos, tais como: sair do cinema sorridentes, meio apaixonados pelo poeta, orgulhosos da nossa música e doidos por uma dose de uísque.
(Dom Diego também aprovou o filme, embora tenha sofrido um pouco com a profunda suspiração das Fridas sempre que Chico Buarque aparecia na tela com aqueles olhos, aquela boca... aiai... >supiro< )
Helê
Nós preparamos uma antologia no site oficial do Vinícius, mas não conseguimos pegar o link. Quem quiser pode procurar por lá, o nome da antologia é Duas Fridas.
3:13 PM
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Verão
Meu cunhado favorito vive reclamando do calor - segundo ele, desumano - desta cidade. Apesar de carioca, nascido no bairro que registra as temperaturas máximas da cidade - ou por isso mesmo - ele sofre horrores nesses dias de inferno (como se sabe, o Rio só tem duas estações, inverno e inferno).
Por isso, quando deparei-me com esta gif num blogue , enviei pra ele imediatamente:
E ele, com o bom humor tipicamente carioca, respondeu que topa o referendo e ainda lança a campanha:
Frescura já!
Helê
11:11 AM
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Das coisas que eu gosto
Um travesseirinho pequeno em cima do meu travesseiro fino
Cheiro de cebola refogada
O céu azul do Rio de Janeiro
A Lagoa Rodrigo de Freitas, vista da saída do túnel Rebouças
Lençóis novos
Um bom chuveiro
Comédias inteligentes
Mistérios inteligentes
Conversas inteligentes
Ócio
Bolsas
A risada do meu filho (a mais gostosa do mundo, podem acreditar)
Varanda
As letras do Chico
As melodias do Gil
Os Titãs, antes de virarem Titias
Coisinhas meio cafoninhas
Fazer planos de viagem
Lembrar dos meus sonhos
Pipoca
Flores
Histórias legais de mulheres bacanas
-Monix-
6:32 PM
Sábado, Janeiro 21, 2006
Sinais
Primeiro dia do ano. Acordamos sentindo aquela mistura de ressaca feliz e com fome monumental. Rapidamente rumamos pra casa da irmãcunhadatiamadrinha, em busca de mais alegria e café da manhã, que seria seguido do tradicional ''enterro dos ossos'' (na verdade, demos prosseguimento à celebração do ano novo, interrompida brevemente apenas para a inadiável tarefa de dormir).
Numa esquina, nós, urbanóides neuróticos, gatescaldados que somos, ficamos apreensivos: um ônibus parado no meio da rua, impedia o tráfego. Mentalmente folheio o catálogo de infortúnios possíveis: assalto, atropelamento, alguém passando mal... Até que meu marido percebe o que estava acontecendo: o motorista do ônibus parou pra colher mangas maduras caídas no chão. Isso mesmo, parou o ônibus no meio da rua - pouco movimentada num feriado, é verdade - catou um lote de mangas e depois seguiu seu caminho.
Eu não sei vocês, mas eu tomei isso como um excelente presságio.
Helê
9:40 AM
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
Li recentemente o livro Em busca da alma de meu pai - e recomendo. Como promete o título, o livro descreve a trajetória edipiana de um filho em busca do pai - mítico, mitificado, herói, como qualquer pai o é (em algum momento, pelo menos).
Acontece que o pai em questão foi um dos primeiros homens a atingir o cume do monte Everest - o que fez dele muito mais que um herói familiar, e adiciona à busca do filho características bastante singulares. Desafortunadamente, Jamiling, o filho, escalou o Everest numa temporada que ficou famosa espantoso número de mortes. Não bastassem cenário e personagens como esses, o autor ocupa um espaço ambíguo, ambivalente e equidistante entre oriente e ocidente. Nasceu sherpa na Índia, em família budista, e foi educado em colégio interno inglês, graduando-se nos Estados Unidos. A vivência com essas diferentes culturas marcou profundamente Tenzing e permeia sua jornada e seu relato.
Mas não se engane, que tudo isso enriquece e adorna a história, mas o principal mesmo é a comovente busca espiritual e existencial de um filho que segue as pegadas do pai, tentando encontrá-lo e compreendê-lo. E como cantou Gil numa canção absolutamente adequada nesse caso, o final deu em nada, nada, nada,nada... do ele pensava encontrar. Vale acompanhar essa busca.
Helena Costa
Na Empadalheia, a letra de Se eu quiser falar com deus
10:51 PM
Por que eu amo a blogosfera
Blogs nada mais são que ferramentas de publicação na internet, geralmente gratuitas. Tentar defini-los segundo um critério homogêneo é como buscar uma característica única para "livros", ou "jornais". Ou querer explicar filmes a partir da definição de videocassete.
No Brasil, já existe uma comunidade blogueira, que, como (quase) tudo que acontece na internet, é fragmentada, meio anárquica, ultra-heterogênea, porém também bastante criativa. Há vida inteligente na internet brasileira, e ela transcende as fronteiras do No Mínimo ou do Blog do Noblat. As celebridades do "Mundo Blog" são anônimos, cidadãos comuns, pessoas que desejam expressar suas opiniões, debater suas idéias, ouvir outros pontos de vista, aprender e ensinar. E, o mais paradoxal, em tempos de analfabetismo funcional, numa sociedade em que a linguagem escrita se deteriora a cada dia, pessoas que escrevem bem. Que, apesar da solidão criativa (blogueiros não têm revisores nem editores), estão mostrando a quem quiser ver que ainda há muita gente capaz de se expressar por escrito com lógica e coerência. Ou não. ;-)
-Monix-
11:49 AM
Vejam a historinha fofa que a Bia Badaud deixou nos comentários (você faz uma falta terrível na blogosfera, menina!):
pois um menininho bagunceiro era sempre chamado de 'atentado' pela família.
'- mas que menino atentado!!!'
reza a lenda que bela noite está o menino perto da tv, quando é dada a notícia:
'- atentado em israel mata cem pessoas...'
e ele:
'- puxa... um atentado só matou cem pessoas!! e depois eu que sou atentado!'
rerere
bem feito, quem manda falar errado com o menino???
-Monix-
10:17 AM
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Mais um da série clipping virtual:
Eu perco tudo
Eu perco as chaves, o guarda-chuva, a noção, o talão de cheque, a voz, o controle remoto, o cartão de crédito, o cartão de débito, a paciência, o carro no estacionamento, o outro pé do sapato, o outro pé da meia, o outro brinco, tempo, o joão victor, a vergonha e os sentidos. Mas peso que é bom, nada...
Não deixem de ler a Ingrid.
-Monix-
3:37 PM
Olhem só o que eu descobri! Além da resposta ao post sobre a beleza, ainda tem muuuuita coisa boa. Não percam.
-Monix-
2:56 PM
Terça-feira, Janeiro 17, 2006
Depoimento da minha amiga Denise, mãe excelente de duas meninas, quero ser igualzinha a ela quando eu crescer:
Esses dias fiquei olhando a B., que já tá com 9 anos. E fiquei pensando em como é que ela se criou? Chegou a esse tamanho?
Com toda a prioridade emocional que a gente dá pras meninas, fico com a impressão que eu crio elas nos intervalos. Do trabalho, da casa e outras necessidades e obrigações. E aí tá ela. Virando mulher.
E é em todos os momentos que ela foi se criando. Nos carinhos, nas brigas, nos sai daqui agora que eu tô trabalhando, nos não acredito que essa roupa ainda tá jogada aí, nos papos antes de dormir, nas experiências que eu não vou nunca saber que ela teve. No dia-a-dia.
É muito assustador saber que elas vão crescendo é no dia-a-dia e não em qualquer momento especial.
O nunca mais existe. Mas nem sempre assusta.
-Monix-
2:08 PM
Segunda-feira, Janeiro 16, 2006
Isto Não É Um Sabonete
"Em 1913, o dicionário Webster definia a beleza como uma propriedade que agrada aos olhos, aos ouvidos, ao intelecto, à faculdade estética ou ao senso moral. Mas, em 2004, este padrão encolheu lamentavelmente. As contribuições do ouvido, do intelecto, a ampla faculdade estética e as sensibilidades morais se foram. (...) A beleza é diversa e o olho humano anseia por novos prazeres e fontes de inspiração."
Dra. Nancy Etcoff - Universidade de Harvard
"Os últimos 50 anos testemunharam um interessante paradoxo: a beleza, como uma idéia e um ideal deixou de ser apenas proveniente da fábrica de sonhos de Hollywood, de modelos e jovens noivas, para tornar-se um essencial atributo ao qual as mulheres de todas as idades devem prestar mais atenção. Mas, ao mesmo tempo em que mulheres de todas as idades e classes sociais querem reivindicar a beleza para si, tem havido um insidioso estreitamento da estética para um padrão físico limitado: alto e magro - o que inevitavelmente exclui milhões de mulheres. A associação entre democratizar a idéia de beleza e o limite do que constitui o ideal da mesma, tem causado considerável angústia nestas mulheres - jovens e idosas - que lutam para encontrar os meios para achar estes valores estéticos."
Dra. Susie Orbach - Escola de Economia de Londres
As opiniões destas especialistas estão na abertura de uma pesquisa internacional encomendada pela Dove/Unilever ao grupo Strategy One, e que deu origem à Campanha pela Real Beleza.
A pesquisa já é meio antiga (foi divulgada em setembro de 2004), mas os resultados, obviamente, continuam atualíssimos. É claro que o objetivo último da coisa é vender sabonetes, mas a verdade é que a reboque do aumento de vendas (que deve ter ocorrido, embora o site seja puramente "institucional" e não divulgue dados "mercadológicos") deu-se uma discussão no mínimo interessante sobre os padrões de beleza vigentes.
Entre outras coisas, concluiu-se que, em grande parte, as mulheres não se sentem confortáveis em se definirem como "bonitas". Quase a metade afirma que quando se sentem menos bonitas também sentem menos bem-estar geral; ou seja, a sensação de auto-estima e felicidade é altamente influenciada pela percepção da própria beleza. A maioria das entrevistadas se define como "mediana" e considera que seu peso é muito acima do normal.
A boa notícia vem para nós, brasileiras: aqui tivemos o maior percentual de mulheres que se descrevem como "bonitas" (6%). Em compensação, metade das entrevistadas no Brasil já consideraram a hipótese de fazer cirurgia plástica, sendo que 7%, o mais alto índice neste item, já fizeram.
O curioso é que na comparação entre os dados desta pesquisa e resultados de outras pesquisas feitas nos EUA e na Europa Ocidental percebe-se que as taxas de satisfação com a vida variam entre 70% e 80%, o que sugere que a satisfação com a aparência é menor do que a satisfação com a vida em geral.
Outra conclusão importante é que as mulheres tendem a acreditar que hoje em dia beleza é um conceito restrito e inatingível. Mais de dois terços acreditam que a mídia transmite um padrão irreal de beleza e não querem que este conceito seja transmitido às novas gerações. Oitenta e dois por cento das pesquisadas concordam fortemente com a seguinte afirmação: "se eu tivesse uma filha, gostaria que ela se sentisse bonita, ainda que não fosse fisicamente atraente." No mundo inteiro espera-se que a mídia mostre mulheres com diferentes pesos, formas corporais e idades, além de mulheres comuns e não apenas modelos, tanto nos meios de comunicação quanto na publicidade.
O que será que eles estão esperando?
Monix, belíssima
3:02 PM
Domingo, Janeiro 15, 2006
Ainda as bonecas
Pesquisando na internet para escrever o post sobre a informação errada divulgada pelo portal Terra, acabei encontrando um site que vende, de fato, bonecas lésbicas. O Dykedolls comercializa alguns modelos e promete para breve um casal com filho, as ''Mamães''. As dykedolls possuem acessórios como vibradores e outros add ons.
Socorreu-me o dicionário Oxford, ensinando que dyke* significa lesbian, esp a masculine one. O que explica o fato das bonecas reproduzirem um estereótipo - limitado, como qualquer um - de lésbicas masculinizadas. E então ficou claro porque a campanha da American Girl causou tanto alvoroço entre conservadores: porque não era direcionada exclusivamente às lésbicas, mas ao público em geral. Em outras palavras, saiu do gueto. Especialmente nos Estados Unidos, mas também cá como lá, quase tudo é permitido desde que cada macaco permaneça no seu galho, cada um desempenhe o papel esperado, nos locais e horários previstos.
Portanto, não causa comoção e provavelmente nenhuma reação maior a venda bonecas lésbicas, pela internet ou ''ao vivo''. Mas é inadmissível que uma tradicional fabricante de bonecas (talvez o equivalente à Estrela aqui no Brasil) repasse fundos a uma organização feminista que reconhece lésbicas como cidadãs. Apenas isso já configura uma ameaça suficientemente grave à família - pra não falar da tradição e da propriedade.
Argh.
Helena Costa
*Considerada pelo mesmo Oxford uma taboo word, isto é, que pode ser ofensiva, indecente ou chocante para certas pessoas. Talvez a melhor tradução seja sapatão - que me perdoem (ou ajudem) as tradutoras presentes.
10:23 PM
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
2006 é o Ano do Cão de Fogo no horórscopo horóscopo* chinês. Meu signo é Cão. Ou seja, tudo indica que finalmente meu ano chegou.
Andei pesquisando com São Google e achei um monte de informações bacanas, a saber:
- O Ano do Cão começa no dia 29 de janeiro.
- Haverá harmonia entre as pessoas; o equilíbrio dos relacionamentos é o ponto fundamental.
- A ambigüidade do ano será sentida: em alguns momentos, as coisas serão fáceis; em outros, parecerá que nada se realiza.
- A ordem é descomplicar: rotina simples, hábitos saudáveis.
- As associações estão favorecidas; haverá sucessos no plano material.
- É hora de decidir o que se quer de fato da vida.
- O ano será bom para esportes em geral. Pelo sim pelo não, já estou me sintonizando na energia cósmica que vem aí: me inscrevi na academia. Agora só falta freqüentar. :-)
Monix, também conhecida como Madame Zora
* Descobri o erro de digitação aí de cima graças a uma busca errada no Google, que trouxe pra cá alguém tão disléxico quanto eu - ooooi, amigoooo). Achei o lapso perfeito, tipo Freud explica, porque digamos que em 2005 eu não tive horóscopo, tive horrórscopo mesmo, hohohoho. Mas olha, o Ano do Cão nem começou a parece que a maré já começou a virar a meu favor. Torçam aí.
2:51 PM
Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
Rola uma nova brincadeira nos blogues por aí. Eu peguei no Idelber:
Quatro empregos que você já teve:
1. Redatora
2. Operadora de editoração eletrônica
3. Editora de texto em TV
4. Assessora de comunicação
Quatro filmes que você poderia assistir infinitamente:
1. Casablanca
2. Harry e Sally
3. Qualquer um do Billy Wilder
4. Qualquer um do Hitchcock
Quatro lugares em que você morou:
1. Em frente a um ponto de ônibus (mais de uma vez)
2. Em frente a um posto de gasolina (mais de uma vez)
3. Em frente a uma feira (provavelmente a mais silenciosa e menos fedorenta da cidade)
4. De frente para o Pão de Açúcar
Quatro programas de TV que você adora assistir:
Hoje em dia, nenhum, mas já gostei de:
1. Friends
2. Seinfeld
3. Em Cima da Hora
4. Cara a Cara
Quatro lugares em que você já esteve de férias:
1. Creta
2. Londres
3. Nova York
4. Cataratas do Iguaçu (inesquecível)
Quatro blogs que você visita diariamente:
1. Drops da Fal
2. Bloggete
3. Scarlet Letters
4. Blowg
Quatro de suas comidas favoritas:
1. Sushi e sashimi
2. Pizza
3. Queijos em geral, os fedorentos em particular
4. Pães, de todos os tipos
Quatro lugares em que você preferiria estar agora:
1. Em casa
2. Na piscina
3. Em Itaipava, com meu filho
4. Numa rede na varanda (qualquer varanda)
Quatro discos sem os quais você não pode viver:
Essa eu não vou responder, porque posso viver sem nenhum disco, na verdade. Embora goste de música.
1.
2.
3.
4.
Quatro carros que você já teve:
1. Gol Special azul 2000
2. Corsa Wind cinza 2001
3.
4.
Acrescento:
Quatro livros que você relê de vez em quando:
1. Toda a série Harry Potter
2. Qualquer um da Agatha Christie (lembrando ou não do final)
3. As peças do Oscar Wilde
4. Os contos da Clarice Lispector
-Monix-
5:46 PM
Terça-feira, Janeiro 10, 2006
De férias
Helê
12:37 AM
Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
Zé, realmente, tem horas que tudo quebra, por dentro e por fora.
Quando isso acontece, o melhor é parar e esperar. Às vezes, a gente começa a consertar antes que a última coisa quebre, entendeu o drama? Aí é um gasto de energia muito maior. Eu, quando pressinto que vem aí a revolta dos eletrodomésticos, sejam reais ou figurados, fico bem quietinha, esperando acabar a onda. Aí, sim, começo a fazer as emendas e consertos necessários.
Experiência de vida. Para alguma coisa meus quase 36 anos têm que servir.
-Monix-
4:15 PM
Melhor definição
2005, o ano que não queria acabar.
Adriano Ferreira
(Um dos Q2I, donos dos mais saborosos e venenosos funghi da blog-o-land.
A frase serve pra quase todo mundo que conheço, que queria ver 2005 pelas costas, digamos assim. E, numa segunda interpretação, para os poucos para os quais o ano foi generoso.
Helê
11:00 AM
Sexta-feira, Janeiro 06, 2006
Taxistas, bah. Uma das coisas boas de deixar de ser pedestre (ou melhor, de reativar tardiamente minha carteira de motorista) foi me livrar deles. Detesto aquela conversa mole. A música evangélica inevitável. Ter que explicar o caminho. E acima de todas as coisas, detesto motorista que reclama do trânsito, da fechada, da barbeiragem alheia. Se eu fosse de responder, responderia: "meu senhor, eu estou lhe incomodando com os problemas do meu trabalho? Então não me incomode com os do seu."
-Monix-
5:09 PM
Terça-feira, Janeiro 03, 2006
Em busca do timing perdido
Posts têm timing - para ser escritos, elaborados e publicados - e se a gente perde, quase sempre é irrecuperável. Por falta de tempo, por preguiça simples ou intempéries outras, às vezes deixamos passar uma idéia boa, ou pelo menos útil, e... babaus. O caderninho de anotações ajuda - não é, Sócia? - mas também prejudica quando nos dá a falsa impressão que o texto está pronto, quando temos só a foto tremida de um pensamento que passou voando na nossa frente. (Também há textos escritos ainda verdes, pré-maturos... mas falemos disso em outra ocasião. Deixa eu postar propriamente, senão perco o táimin de novo!)
Essa introdução toda serve pra dizer que as Megeras publicaram um post hoje sobre um erro crasso de tradução em uma matéria publicada na internet. O que me permitiu recuperar um post inacabado (portanto, recriando o táimin) sobre uma suposta boneca lésbica. Bombástico, não é? Pois é, assim acharam alguns blogueiros que reproduziram a notícia dada pelo portal Terra. Fizeram o que se pode esperar de um blogue, comentaram uma notícia, citando a fonte. Nenhum problema - ainda mais que, a rigor, de um blogue pode-se esperar qualquer coisa (e é o que faz deles canais tão atraentes).
Mas a notícia intrigou-me: queria saber como era essa boneca, como fora caracterizada, etc. Recorri então a São Google - que tudo sabe, tudo vê (Google é o meus pastor e nada etceterá). E muito rapidamente descobri que não se trata do que a matéria levava a crer. A empresa fabricante da boneca, American Girl, estava promovendo a campanha I Can, vendendo pulseiras (dessas plásticas e beneficentes que estão na moda) cuja renda se reverteria para a organização feminista Girls Inc que parece apoiar, entre outras coisas, a legalização do aborto e aceitação ampla das lésbicas na sociedade. Grupos conservadores americanos estavam propondo um boicote às bonecas da marca - ao que parece, bastante tradicionais no mercado americano. A revista Newsweek publicou um artigo mal-disfarçadamente conservador, lamentando que a política tenha alcançado também o mundo da diversão infantil.
Fiquei chocada com a diferença entre a notícia e o fato. Reafirmo que não com os blogues, que não têm compromisso com apuração e fizeram a sua parte corretamente, repassando suas fontes e permitindo que pentelhos como eu procurassem por mais dados. Mas o portal Terra, em sua seção de notícias - para o qual escrevi reclamando e até hoje não obtive resposta - se apresenta como uma fonte fidedigna de informação. A central de notícias Mix Brasil, que se pretende uma referência noticiosa para a comunidade e para a temática GLS, teve um pouco mais de cuidado ao divulgar a notícia, mas insistiu no erro de dizer que a empresa produziria uma boneca lésbica.
E não precisei de muito, de quase nada pra apurar; não precisava nem ser jornalista. Bastou uma consulta atenta ao Google e um inglês bem básico - nada que não deva estar disponível em qualquer central de notícias que assim se denomina.
Girls Inc: inspiring all girls to be
Helena Costa
5:34 PM
Auto-jabá
No Empadalheia, o melhor do natal na internet e meus sinceros votos pra 2006.
Helê
11:31 AM
Depois das festas...
Não pise aí... faz você chorar (TT)
Helê
11:24 AM
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